sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Círculos concêntricos

"A Celac [Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos] tem uma extraordinária importância, ao ser o terceiro anel do processo de integração que começa com o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e prossegue com a Unasul (União de Nações Sul-americanas)".

Rodrigo Baena, porta-voz da Presidência da República Federativa do Brasil, em comunicado à imprensa em Caracas, Venezuela, local onde se realizará a reunião da CELAC.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Novos espaços para a América do Sul


"A ideia é aceder ao espaço o mais rapidamente possível, com um veículo lançador e satélites fabricados na América do Sul".

Ministro argentino da Defesa, Arturo Puricelli, revelando na reunião dos ministros da Defesa da Unasur ocorrida em Lima novas áreas para a integração sul-americana.







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globoamazonia.com>.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Solução para a Falta de Dinheiro

"É sempre mais fácil que projetos de grande valor e de longa duração encontrem financiamentos adequados quando não estão submetidos integralmente a apenas uma fonte. (...) Ao fazer isso, você está colocando em uma instituição financeira todo o risco e a exposição do projeto. Já ao compartilhar entre várias instituições financeiras e fontes de financiamento, multilaterais, públicas e privadas, você facilita muito a rapidez com que o projeto poderá ser financiado, porque cada uma das fontes estará arcando apenas com um pedaço do projeto e, portanto, estará apenas com uma parte da exposição".

Luiz Melín, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante o Seminário Internacional de Integração Energética da América do Sul, na Câmara dos Deputados em Brasília.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

De coordenação e descoordenação...

"O comércio, claro, cresce beneficiado pela vizinhança e pelo que resta de liberalização entre os parceiros. Os atritos, inevitáveis, continuam a ser tratados por ações políticas dos governantes, e não por instituições e regras estáveis e comuns".

Sérgio Leo, colunista do jornal Valor Econômico, apontando uma das principais "características" dos arranjos
(não apenas comerciais) sul-americanos: a informalidade.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A orientação será seguida?

"É inquestionável o direito dos palestinos a sua autodeterminação e a um Estado próprio, como é o direito da existência do Estado de Israel dentro de fronteiras seguras".

Conteúdo da resolução aprovada na Eurocâmara que reconhece a legitimidade do pedido da Palestina em estar representada na ONU como um Estado pleno de direito, e que pede aos membros da UE que defendam a demanda apresentada pelo presidente da ANP na sexta-feira passada (23/09/11). Resta saber se França e Reino Unido, membros permanentes do CS acatarão a resolução do bloco...


Obs.: A matéria da Folha traz uma informação errada. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e que, portanto, tem direito ao veto são: Estados Unidos, China, Reino Unido, França e Rússia. E não, Estados Unidos, China, Alemanha, França e Rússia, conforme foi noticiado.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Resolver o problema ou simplesmente exportá-lo?

"O Brasil deveria passar a produzir açúcar e etanol nos países do Caribe. Assim, o país protegeria a Amazônia, aumentaria a produção de etanol e ainda poderia exporta-lo com tarifas mais baixas aos Estados Unidos e Europa, graças a acordos comerciais que os caribenhos têm com os americanos e europeus".

Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos indicando como o Brasil, o país mais promissor na sua opinião dentre aqueles que integram o BRIC, poderia fugir da ameaça de ter o seu potencial de crescimento frustrado nos próximos anos pelo aparecimento e agravamento de problemas ambientais decorrentes do aumento da produção de biocombustíveis.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O nosso Afeganistão



"É preciso pensar numa estratégia de saída (do Haiti). (...) O Brasil não pode se eternizar lá".

Celso Amorim na sua primeira reunião como Ministro da Defesa falando aos comandantes das Forças Armadas. A reunião aconteceu no Palácio do Planalto, no último sábado (06/08/11).




Imagem retirada do sítio <
muitasbocasnotrombone2.blogspot.com> em 09/08/2011.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Brasil, líder regional? Sei não...




"Como a liderança global e regional do Brasil pode nos servir a todos [na América do Sul]?"

Ignácio Walker Prieto, presidente do Partido Democrata Cristão chileno, colocando uma questão fundamental, sob o ponto de vista dos vizinhos do Brasil no Sub-Continente, para que a presença e a liderança do país na América do Sul seja legitimada e vista como positiva.



Imagem retirada do sítio em 09/08/2011.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Temor quanto à Brasildependência

"Devemos lutar para que a burguesia paulista assuma a responsabilidade de gerar empresas aliadas, e não colonizadas, em toda a América do Sul".

Presidente da República Oriental do Uruguai, José Pepe Mujica, durante a XL Reunião de Cúpula do Mercosul , clamando pela adoção de um modelo de desenvolvimento no âmbito do bloco que não implique a sujeição dos parceiros menores em termos de economia frente aos parceiros maiores.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Uma questão de direito

"Uma reconciliação nacional apenas ocorre quando o direito à verdade é cumprido e todos sabem o que ocorreu ".

Relator da ONU contra a tortura, Juan Mendez, explicando por que a Organização das Nações Unidas (ONU) não concorda com o caminho escolhido pelo governo brasileiro para lidar com os crimes de tortura cometidos no país durante a ditadura militar, qual seja: fingir que nada aconteceu.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Inimigo Oculto

"Na guerra de 30 anos atrás, era muito fácil saber quem é o adversário - o inimigo era quem estava do outro lado da fronteira, do rio, da ponte. Agora não, o inimigo pode estar tanto a 10 mil quilômetros de distância como dentro da sua própria organização".


Coronel do Exército brasileiro, Luis Cláudio Gomes Gonçalves, que coordena a implantação do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), falando de uma das características das guerras travadas no ciberespaço.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Palavras ao vento...


"[Antes da reintegração], cabe perguntar qual a situação dos direitos humanos e da impunidade dos que executaram o golpe. (...) Democracia, estado de direito, devido processo não podem ser apenas palavras. Por isso não podemos concordar com os demais Estados-membros".

Maria Isabel Salvador, representante do Equador na sessão plenária realizada em 1º de junho de 2011 que decidiu por levantar a suspensão do direito de Honduras de participar da Organização dos Estados Americanos, explicando por que seu país não era favorável à resolução de reintegração do país.


Imagem retirada do sítio
thatcss.blogspot.com> em 09/08/2011.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Apenas um acrônimo?

"De fato, os Brics não constituem um grupo político coerente. E a cada dia mais, o Brasil perceberá isso. (...) Na verdade, cada um dos Brics procura defender seus próprios interesses acima de tudo. (...) O único ponto de convergência desses países é o forte apego à soberania. É um aspecto importante. Porém insuficiente para fazer dos Brics um ator político homogêneo".

Zaki Laidi, geopolitólogo francês, contra-argumentando a afirmação feita pelo ex-Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, de que os BRICS constituem um ator político internacional coerente.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

De mudanças e permanências - II

"Países como China, Índia e Brasil estão crescendo aos saltos (…). E, como essa rápida mudança ocorreu, virou moda em certos meios questionar se a ascensão dessas nações será acompanhada pelo declínio da influência americana e europeia no mundo. Talvez, prossegue esse argumento, essas nações representem o futuro e o nosso tempo de liderar tenha passado. Esse argumento está errado. O tempo para a nossa liderança é agora."

Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, em discurso proferido no parlamento britânico, questionando a tese de que a liderança em âmbito mundial tenha mudado de mãos com a acensão das chamadas "potências emergentes".

terça-feira, 17 de maio de 2011

Terror-Narco-Guerrilha

"O narcotráfico internacional está cada vez mais amalgamado com o terrorismo e com organizações que têm agendas ideológicas próprias.
(...)
Não podemos apresentar mais detalhes ou provas sobre as ligações entre a Al-Qaida e o narcotráfico, mas sabemos que essas ligações existem".


Secretário de Estado Adjunto para os Narcóticos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, William R.Brownfield, comentando - durante a realização do Simpósio Transatlântico [EUA - UE] para o Desmantelamento de Redes Ilícitas Organizadas em Lisboa - a associação possível entre grupos insurgentes, organizações do narcotráfico, grupos políticos/religiosos radicais e grupos terroristas e suas implicações sobre a segurança nacional e internacional.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Falta dinheiro!

"A [Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento] Cosiplan, até o fim do ano, terá de dar resposta a uma questão que o [Iniciativa para a Integração Regional Sul-Americana] IIRSA não deu: o financiamento não só à elaboração, mas à execução dos projetos".

João Mendes Pereira, coordenador-geral econômico no Itamaraty para América do Sul, explicando que é a falta de recursos para financiar os projetos de infraestrutura um dos problemas práticos que tem dificultado a realização da visão estratégica de uma América do Sul fisicamente interligada.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Protocolo de Paz, Segurança e Cooperação para a América do Sul

"(...) O projeto constitui um avanço da proposta do presidente peruano, Alan García, de redução de despesas em armamento para dedicar mais recursos ao desenvolvimento".

Vice-ministro peruano de Políticas para a Defesa, Marco Balarezo, comentando a proposta do chamado Protocolo de Paz, Segurança e Cooperação, a qual será apresentada e discutida na reunião do Conselho de Ministros de Defesa da América do Sul que ocorre entre 12 e 13/05/11 em Lima. Resta saber se os gastos com a modernização dos equipamentos das Forças Armadas dos países da Região estarão ou não incluídos nesta categoria de "despesas com armamento"...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

E o Tratado de Não-Proliferação Nuclear?

"(...) As cosméticas sanções ocidentais não fizeram coisa alguma para deter os idosos teocratas iranianos… E como os esforços internacionais, claramente, falharam em coagir Teerã de desenvolver armas nucleares e Israel, de desmantelar o seu próprio arsenal, um futuro nuclear para o CCG [Conselho de Cooperação do Golfo] é um imperativo".

Arnaud de Borchgrave, editor da agência de notícias estadunidense United Press International (UPI), comentando a proposta do príncipe saudita Turki Al-Faisal em uma conferência proferida em 21/março, no emirado de Abu Dhabi, de que os seis países membros do CCG (Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã) sigam o modelo da União Europeia (UE) e estabeleçam uma estratégia de segurança comum, que inclua o desenvolvimento e a produção de armas nucleares. Borchgrave é um veterano intérprete e porta-voz dos anseios hegemônicos do establishment estadunidense, pelo que suas colocações quase sempre refletem linhas de discussão daqueles altos círculos de poder.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A sobrevivência é o que está em jogo

“É engraçado. Hoje, vemos muito mais barulho em torno de Olímpiadas de 2016 e da Copa do Mundo do que esta conferência [Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio 20]. Em 2016, estará em jogo quem salta mais alto ou pula mais longe. Em 2014, quem faz mais gols. E, no ano quem vem, quem irá sobreviver”.

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presidente da subcomissão do Senado encarregada de acompanhar o evento da Rio +20, estabelecendo as relações hierárquicas entre os eventos internacionais que ocorrerão do Brasil nos próximos cinco anos em termos de "importância para o desenvolvimento".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

De mudanças e permanências

Como no Brasil era ator menor e atuava em picadeiro marginal – como continua a ser a América do Sul –, o nosso acesso aos grandes temas tinha que se fazer por meio dos instrumentos e foros que oferecem o multilateralismo. Era a maneira que então tínhamos – e em parte ainda continuamos a ter – de participar dos grandes temas e debates do nosso tempo.

O diplomata brasileiro, Marcos Azambuja, deixando claro que muitas coisas mudaram desde a decada de 1960, outras nem tanto.

Uma questão de motivação

"Isso pode representar uma ameaça à integridade territorial da Líbia. Nos perguntamos se isso é deliberado, se é motivado por interesses puramente pacíficos e de cooperação ou se também não é uma maneira de dividir para imperar, tendo em vista as riquezas petrolíferas da Líbia, assim como se fez no passado".

Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, questionando as verdadeiras motivações de países como EUA, Grã-Bretanha e França para apoiar os rebeldes da região de Benghazi contra o governo de Muamar Kadafi.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Alguma dúvida?!

"Isso é carta branca!"

Ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, comentando o novo conceito estratégico da Otan, que permite a intervenção em qualquer lugar do mundo onde os interesses dos países integrantes tenham sido lesados, com ou sem a autorização prévia da ONU.