sexta-feira, 27 de maio de 2011

Apenas um acrônimo?

"De fato, os Brics não constituem um grupo político coerente. E a cada dia mais, o Brasil perceberá isso. (...) Na verdade, cada um dos Brics procura defender seus próprios interesses acima de tudo. (...) O único ponto de convergência desses países é o forte apego à soberania. É um aspecto importante. Porém insuficiente para fazer dos Brics um ator político homogêneo".

Zaki Laidi, geopolitólogo francês, contra-argumentando a afirmação feita pelo ex-Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, de que os BRICS constituem um ator político internacional coerente.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

De mudanças e permanências - II

"Países como China, Índia e Brasil estão crescendo aos saltos (…). E, como essa rápida mudança ocorreu, virou moda em certos meios questionar se a ascensão dessas nações será acompanhada pelo declínio da influência americana e europeia no mundo. Talvez, prossegue esse argumento, essas nações representem o futuro e o nosso tempo de liderar tenha passado. Esse argumento está errado. O tempo para a nossa liderança é agora."

Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, em discurso proferido no parlamento britânico, questionando a tese de que a liderança em âmbito mundial tenha mudado de mãos com a acensão das chamadas "potências emergentes".

terça-feira, 17 de maio de 2011

Terror-Narco-Guerrilha

"O narcotráfico internacional está cada vez mais amalgamado com o terrorismo e com organizações que têm agendas ideológicas próprias.
(...)
Não podemos apresentar mais detalhes ou provas sobre as ligações entre a Al-Qaida e o narcotráfico, mas sabemos que essas ligações existem".


Secretário de Estado Adjunto para os Narcóticos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, William R.Brownfield, comentando - durante a realização do Simpósio Transatlântico [EUA - UE] para o Desmantelamento de Redes Ilícitas Organizadas em Lisboa - a associação possível entre grupos insurgentes, organizações do narcotráfico, grupos políticos/religiosos radicais e grupos terroristas e suas implicações sobre a segurança nacional e internacional.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Falta dinheiro!

"A [Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento] Cosiplan, até o fim do ano, terá de dar resposta a uma questão que o [Iniciativa para a Integração Regional Sul-Americana] IIRSA não deu: o financiamento não só à elaboração, mas à execução dos projetos".

João Mendes Pereira, coordenador-geral econômico no Itamaraty para América do Sul, explicando que é a falta de recursos para financiar os projetos de infraestrutura um dos problemas práticos que tem dificultado a realização da visão estratégica de uma América do Sul fisicamente interligada.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Protocolo de Paz, Segurança e Cooperação para a América do Sul

"(...) O projeto constitui um avanço da proposta do presidente peruano, Alan García, de redução de despesas em armamento para dedicar mais recursos ao desenvolvimento".

Vice-ministro peruano de Políticas para a Defesa, Marco Balarezo, comentando a proposta do chamado Protocolo de Paz, Segurança e Cooperação, a qual será apresentada e discutida na reunião do Conselho de Ministros de Defesa da América do Sul que ocorre entre 12 e 13/05/11 em Lima. Resta saber se os gastos com a modernização dos equipamentos das Forças Armadas dos países da Região estarão ou não incluídos nesta categoria de "despesas com armamento"...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

E o Tratado de Não-Proliferação Nuclear?

"(...) As cosméticas sanções ocidentais não fizeram coisa alguma para deter os idosos teocratas iranianos… E como os esforços internacionais, claramente, falharam em coagir Teerã de desenvolver armas nucleares e Israel, de desmantelar o seu próprio arsenal, um futuro nuclear para o CCG [Conselho de Cooperação do Golfo] é um imperativo".

Arnaud de Borchgrave, editor da agência de notícias estadunidense United Press International (UPI), comentando a proposta do príncipe saudita Turki Al-Faisal em uma conferência proferida em 21/março, no emirado de Abu Dhabi, de que os seis países membros do CCG (Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã) sigam o modelo da União Europeia (UE) e estabeleçam uma estratégia de segurança comum, que inclua o desenvolvimento e a produção de armas nucleares. Borchgrave é um veterano intérprete e porta-voz dos anseios hegemônicos do establishment estadunidense, pelo que suas colocações quase sempre refletem linhas de discussão daqueles altos círculos de poder.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A sobrevivência é o que está em jogo

“É engraçado. Hoje, vemos muito mais barulho em torno de Olímpiadas de 2016 e da Copa do Mundo do que esta conferência [Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio 20]. Em 2016, estará em jogo quem salta mais alto ou pula mais longe. Em 2014, quem faz mais gols. E, no ano quem vem, quem irá sobreviver”.

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), presidente da subcomissão do Senado encarregada de acompanhar o evento da Rio +20, estabelecendo as relações hierárquicas entre os eventos internacionais que ocorrerão do Brasil nos próximos cinco anos em termos de "importância para o desenvolvimento".